Os Ramones e “Blitzkrieg Bop”

Foi depois de ouvir “Saturday Night” que os integrantes dos Ramones não pensaram duas vezes: queriam criar o seu próprio grito de guerra, tão cativante quanto a canção do Bay City Rollers. Assim nasceu o refrão mais famoso do Rock, Hey, Ho, Let’s Go!.

Joey Ramone declarou, “Naquela ocasião nós realmente gostávamos de música chiclete, curtíamos de verdade do Bay City Rollers. A canção deles, ‘Saturday Night’ tinha um belo refrão, então nós queríamos que o ‘Hey, Ho, Let’s Go!’ de ‘Blitzkrieg Bop’ fosse o nosso ‘Saturday Night'”.

Já o baterista, Tommy Ramone, disse: “Eu escrevi ‘Blitzkrieg Bop’, mas Dee Dee contribuiu com o título e mudou uma linha'”.

Clássico instantâneo, “Blitzkrieg Bop” foi o primeiro single dos Ramones, lançado em abril de 1976. É também a faixa de abertura do álbum de estreia da banda. Nada mal para um começo.

Stop Making Sense

Documentário de Jonathan Demme, que acompanhou o Talking Heads ao longo de três noites no palco do Pantages Theater, em 1983.  Na época, o grupo divulgava o álbum Speaking in Tongues .

Além de ser um dos primeiros audiovisuais com recursos digitais na captação de som, o projeto ainda foi financiado pelos próprios integrantes da banda. Vale a sessão.

Setlist
Psycho Killer – 1:30
Heaven – 6:43
Thank You for Sending Me an Angel – 10:35
Found a Job – 12:55
Slippery People – 16:46
Burning Down the House – 21:13
Life During Wartime – 25:26
Making Flippy Floppy – 31:54
Swamp – 37:05
What a Day That Was – 41:37
This Must Be the Place – 48:09
Once in a Lifetime – 53:44
Genius of Love – 59:25
Girlfriend is Better – 1:04:34
Take Me to the River – 1:09:46
Cross Eyed and Painless – 1:17:52

Tributo a Lauryn Hill, a mixtape

No embalo das comemorações em torno do álbum The Miseducation of Lauryn Hill (que completou vinte anos no dia 25/08), relembremos a mixtape organizada por DJ Mpenzi. Só dar play.

Tracklist
Intro
When It Hurts So Bad
Sweetest Thing
Tell Him
Superstar
Vocab (Refugees Hip-Hop Mix)-Fugees
To Zion
Can’t Take My Eyes Off Of You
I Used To Love Him
Ready Or Not-Fugees
Fu-Gee-La-Fugees
All My Time
Interlude
Killing Me Softly-Roberta Flack
Killing Me Soflty-Fugees
This They Say- Method Man Feat. Lauryn Hill
Don’t Cry Dry Your Eyes- Fugees
If I Ruled The World-Nas Feat. Lauryn Hill
All That I Can Say-Mary J. Blige Feat. Lauryn Hill
Ex-Factor(Simple Mix)
Every Ghetto Every City
Nappy Heads(Remix)-Fugees
Boof Baf-Fugees
The Sweetest Thing(Remix)
Doo Woop (That Thing)
Forgive Them Father
Outro

Oasis e o single “Don’t Look Back In Anger”

Depois do lançamento de (What’s The Story) Morning Glory?, segundo álbum do grupo, o Oasis continuava desfrutando de um sucesso absoluto na Inglaterra. E voltaria a ocupar o topo das paradas musicais com o single “Don’t Look Back In Anger”. Que também apresentou o lado cantor do guitarrista Noel Gallagher.

Tudo começou em uma passagem de som na turnê com o The Verve, quando, por acaso, o vocalista, Liam Gallagher, ouviu o irmão mais velho cantarolando. O próprio Noel explica:

Eu tinha os acordes iniciais da canção e comecei a escrevê-la. Nós iríamos tocar dois dias depois, nosso primeiro grande show de arena, (o lugar) agora se chama Sheffield Arena. Durante a passagem de som eu estava longe, tocando violão, quando Liam perguntou “O que é que você está cantando?”. Eu não estava cantando nada, estava inventando. “Você está cantando ‘So Sally can wait'”, disse Liam, e eu fiquei tipo “Gênio!”. Lembro de voltar para o backstage e escrever tudo. Depois disso tudo veio muito rapidamente, O título (Don’t Look Back In Anger) apenas saiu. Nós escrevemos as frases no camarim e a tocamos naquela noite. Na frente de dezoito mil pessoas, com guitarra acústica. Como um idiota. Nunca faria isso agora.
Quando estávamos indo gravar Wonderwall e Don’t Look Back In Anger, inicialmente eu ia cantar Wonderwall e Liam disse “Eu quero cantar essa!”. Eu disse “Vou cantar uma das duas, você fez a sua escolha”. Aí ele ficou com Wonderwall e eu com a outra.

Liam e Noel Gallagher

Em 1995 o baterista, Tony McCarroll, um dos fundadores do Oasis, foi convidado a se retirar do grupo. Um dos motivos que levaram Noel a perceber que McCarroll não era um bom músico foi justamente “Don’t Look Back In Anger”.

“Don’t Look Back In Anger” foi escrita quarenta anos depois de uma produção teatral chamada “Look Back In Anger”, de John Osborne. O personagem principal se chamava Jimmy Porter e capturava toda a natureza furiosa e a rebeldia daquela geração.

E a tal Sally? Noel garante que não conhece nenhuma garota com esse nome. É apenas uma palavra que se encaixa na música. Segundo o compositor, a faixa seria um cruzamento entre “All the Young Dudes” (Mott The Hoople) e alguma coisa que os Beatles poderiam ter feito.

Já a introdução de “Don’t Look Back In Anger” remete a duas músicas: “Imagine” e “Watching the Wheels”, ambas de John Lennon. Sobre isso, Noel certa vez disse que “cinquenta por cento do que foi colocado ali é para enrolar as pessoas. Os outros cinquenta estão dizendo ‘olha, é assim que músicas como essa acontecem, porque ela são inspiradas em músicas como ‘Imagine’. E não importa o que as pessoas possam pensar, sempre vai ter um garoto de 13 anos que vai ler uma entrevista e o que eu acho de ‘Imagine’. Se ele nunca ouviu a canção, ele pode comprar o disco”.

Finalmente, o videoclipe oficial de “Don’t Look Back In Anger”, do Oasis.

O reggae dos Rolling Stones

“Cherry Oh Baby” foi lançada em 1976 no álbum Black and Blue, marcando um raro retorno do grupo ao mundo dos covers (algo que eles praticamente abandonaram depois dos anos 1960).

A composição é de Eric Donaldson, e data de 1971. A versão dos Stones foi gravada em 1973, nas sessões do álbum Goats Head Soup, na Jamaica.

Ao longo da produção de Black and Blue, a banda pôde fazer o primeiro registro sonoro com o novo guitarrista, Ron Wood, na faixa “Hey Negrita”. Em outros takes, as seis cordas eram revezadas entre os integrantes.

Ouça a versão original de “Cherry Oh Baby”, com Eric Donaldson:

Charlie Watts certa vez declarou:

A influência do Reggae nas músicas de Black And Blue vieram principalmente de Keith (…) Mick certamente estava focado no reggae. Eu tinha todas as gravações (de reggae) comigo quando nos mudamos para a França e quando estávamos gravando faixas para o Exile On Main Street, na casa de Keith. Eu tocaria “Cherry Oh Baby” para ele ou ele a tocaria para mim. The Harder They Come foi um álbum que Keith ouvia muito.

É verdade que a versão dos Stones é meio quadradona, mas vale pela curiosidade. A faixa ainda contou com Mr. Billy Preston nos teclados.

Bônus: Uma raríssima gravação ao vivo da canção, captada em 1976 na França:

A primeira vez do Pearl Jam na Europa

No dia 3 de fevereiro de 1992, o Pearl Jam se apresentou pela primeira vez no continente europeu. Na ocasião, a banda promovia seu álbum de estreia, Ten, lançado em agosto de 1991. E apesar da péssima ou quase inexistente divulgação do show, o grupo conseguiu reunir 300 pessoas no The Esplanade Club, em Southend, Inglaterra.

Entre os vários momentos de interação protagonizados pelo vocalista Eddie Vedder e a plateia, destaque para o pedido de “‘Hunger Strike” (educadamente respondido com a frase “Mr. Cornell, are you here? If Chris is here, we’ll play it”) e a quase versão de “Outshined”, do Soundgarden.

No dia seguinte, a banda fez outra estreia, desta vez na televisão europeia, pelo The Late Show, da BBC2 . A turnê continuaria por outros países do velho mundo, como Noruega, Suécia, Holanda, França, Espanha e Itália.

Mas vamos ao que interessa, a primeira vez do Pearl Jam na Europa. Play!

Setlist
1 Wash – 04:17
2 Once – 03:25
3 -banter- – 01:55
4 Even Flow – 05:21
5 State Of Love And Trust – 04:07
6 Alive – 05:42
7 Black – 05:41
8 Why Go – 03:24
9 Jeremy – 05:01
10 Outshined – 00:40
11 Leash – 02:40
12 Jam – 02:47
13 Porch – 06:16
14 -chant- – 01:41
15 Release – 05:08
16 Breath – 06:12

O primeiro show dos Beatles nos EUA

No dia 7 de fevereiro de 1964, os Beatles desembarcavam pela primeira vez nos Estados Unidos. John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr foram recebidos por mais de 7 mil fãs (em sua maioria garotas histéricas) no aeroporto JFK, em Nova Iorque.

Dois dias depois, o quarteto de Liverpool protagonizou um dos grandes momentos da história televisiva do país, se apresentando para mais de 73 milhões de espectadores no palco do Ed Sullivan Show.

Por conta das baixas temperaturas e o grande volume de neve nas ruas e aeroportos, a viagem entre Nova Iorque e o local do primeiro concerto do grupo precisou ser feita de trem, gerando outra mobilização dos fãs na estação ferroviária de Washington.

O aguardado primeiro show dos Beatles nos EUA teve início às 20h30 do dia 11 de fevereiro de 1964 no Coliseu de Washington, com 12 músicas no set: “Roll Over Beethoven”, “From Me To You”, “I Saw Her Standing There”, “This Boy”, “All My Loving”, “I Wanna Be Your Man”, “Please Please Me”, “Till There Was You”, “She Loves You”, “I Want To Hold Your Hand”, “Twist And Shout” e “Long Tall Sally”.

Infelizmente, a gritaria descontrolada das beatlemaníacas fez com que muitas pessoas não escutassem absolutamente nada do palco. O barulho era tanto que os mais de 350 policiais que faziam a segurança dos músicos foram obrigados a se proteger com tampões de ouvido.

Ringo Starr precisou interromper o show três vezes para reposicionar os microfones de sua bateria. Um verdadeiro caos. Situação parecida com a do dia seguinte, quando os besouros de Liverpool se apresentaram no Carnegie Hall de Nova Iorque, marcando o primeiro concerto de rock em um estádio de beisebol do país e encerrando sua primeira turnê pelo continente norte-americano.

Abaixo, vocês assistem à integra do primeiríssimo show dos Beatles nos Estados Unidos. Enjoy.