As máscaras sensoriais de Lygia Clark e a capa de Kveikur, sétimo álbum de estúdio do Sigur Rós

Em 1966, Lygia Clark, uma das mais cultuadas artistas brasileiras de todos os tempos, passou a dedicar seu tempo ao projeto Objetos Sensoriais, trabalhando com ferramentas do cotidiano, explorando todas as relações possíveis entre o corpo e a arte. O resultado são obras que propõem experiências solitárias, procurando o autoconhecimento, onde o contato com o outro simplesmente não existe.

Em busca de sensações únicas, cada máscara foi confeccionada com cores e materiais diferentes. No lugar dos olhos, orifícios costurados com ingredientes que aguçam nossos instintos farejadores, como saquinhos de sementes e ervas aromáticas, cada um com seu cheiro específico. Perto dos ouvidos, mais objetos integrados às sensorialidades propostas pelas máscaras. A intenção era fazer com que o espectador, ao colocar a máscara, entrasse em absoluto estado de isolamento com o mundo exterior.

Em 2013, os islandeses do Sigur Rós lançaram o sétimo álbum de sua carreira, com uma belíssima adaptação de uma das fotografias de Objetos Sensoriais. Ou seja, além de ser um dos melhores LPs daquele ano, Kveikur ainda nos brinda com um gostinho da arte experimental brasileira. Tem como não amar o Sigur Rós?

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Fiquem com a íntegra de Kveikur.

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