A guitarra de Marty McFly era mesmo do futuro

A guitarra usada por Marty McFly no filme De Volta Para o Futuro (1985) era mesmo do futuro. A primeira linha de fabricação do modelo ES-345 seria lançada pela Gibson em 1958, três anos depois do baile “Encanto Submarino”, no colégio de Hill Valley (que proporcionou o primeiro beijo de George e Lorraine, pais de Marty).

Chuck Berry, homenageado (e antecipado) através da performance de “Johnny B. Good”, costumava usar o modelo Gibson ES-335 em seus shows, mas já foi visto diversas vezes empunhando uma ES-345 (foto abaixo).

Para finalizar, Marty McFly e sua épica versão do futuro clássico “Johnny B. Good”.

A reação de Lou Reed ao ouvir The Ramones pela primeira vez

“That’s rock ‘n’ roll. They really hit where it hurts. They are everything everybody worried about — every parent would freeze in their tracks if they heard this stuff.”

– Lou Reed, sobre os Ramones.

Quem fez a ponte entre Lou Reed e a música dos Ramones foi Danny Fields, jornalista do New York Times e uma das figuras mais importantes do punk nova-iorquino. Já a gravação que vocês ouvem aqui foi extraída do documentário Danny Says, do diretor Brendan Toller, que pretende fazer o grande lançamento na edição 2015 do festival SXSW.

Fonte: The New York Times

“Space Oddity”, de David Bowie

No dia 20 de junho de 1969, David Bowie finalizava as gravações de “Space Oddity”, sexto single de sua carreira solo.

A principal inspiração da música foi o filme 2001: Uma Odisséia no Espaço, de Stanley Kubrick.

Originalmente lançado em novembro de 1969 no álbum autointitulado do cantor, o compacto (até então disponível somente no Reino Unido) foi programado para sair em julho do mesmo ano, aproveitando o pouso do homem na lua. A jogada de marketing deu certo, levando “Space Oddity” à 5ª posição das paradas britânicas.

A faixa chegou a ganhar um videoclipe ainda em 1969, produzido com imagens de Love You Till Tuesday, um dos primeiros filmes promocionais do Camaleão.

Em 1972, David Bowie, o álbum, seria relançado como Space Oddity, fazendo com que a música em questão se tornasse o primeiro sucesso do compositor nos Estados Unidos, cravando a 15ª posição no Top 40.

Abaixo, o mencionado vídeo de “Space Oddity” extraído do filme Love You Till Tuesday.

Major Tom, o personagem central da letra, é um astronauta que sai flutuando pelo espaço após perder a comunicação com a terra. Ele voltaria a contatar o planeta em 1980, através da faixa “Ashes to Ashes”, dizendo estar feliz no espaço. O controle terrestre, no entanto, chega à conclusão que ele perdeu o controle e se tornou um junkie.

Três anos depois, Peter Schilling retoma a história com o hit “Major Tom (I’m Coming Home)”. David Bowie voltaria a escrever sobre o assunto em 1995, com “Hallo Spaceboy”. Finalmente, em 2003, K.I.A. & Shinjuku abordam o drama de Tom sob o ponto de vista da esposa, através da música “Mrs. Major Tom”.

O verdadeiro nome de David Bowie é David Robert Jones. Após o lançamento da obra-prima de Kubrick, o músico resolve trocar de sobrenome artístico, claramente influenciado por Dave Bowman, personagem principal do filme.

Vale mencionar os músicos creditados na gravação de “Space Oddity”: O tecladista Rick Wakeman (futuro integrante do Yes) no mellotron, Mick Wayne (que trabalharia com David Bowie até meados de 1970) na guitarra, Herbie Flowers (experiente músico de estúdio que já havia tocado com Elton John, Lou Reed e Roy Harper) no contrabaixo e o baterista Terry Cox (que trabalharia com Bee Gees e Elton John) – além de alguns instrumentistas de cordas que receberam €9 cada um.

Jimmy Page, que parece ter participado de todas as gravações do universo entre 1965 e 68, afirmou ter tocado guitarra na canção.

“I played on his records, did you know that? His very early records when he was Davy Jones & The Lower Third. The Shel Talmy records. I can think of two individual sessions that I did with him. He said in some interview that on one of those sessions I showed him these chords, which he used in ‘Space Oddity’- but he said, ‘Don’t tell Jim, he might sue me.’ Ha ha.”

– Jimmy Page, na edição de junho de 2008 da Uncut Magazine

As palminhas que ouvimos na canção são da jovem Nita Benn, filha de Tony Benn, famoso político “socialista” britânico, e mãe de Emily Benn – a mais jovem eleita na história do parlamento inglês.

Para finalizar, ficamos com a estreia televisiva de David Bowie no Ivor Novello Awards, em maio de 1970.

O logotipo do Misfits

Além da possível inspiração cinematográfica sobre o nome da banda (que coincide com o filme Os Desajustados, dirigido por John Huston e protagonizado pelo trio Clark Gable, Marilyn Monroe e Montgomery Clift), o logotipo do Misfits tem uma história ligada ao seriado The Crimson Ghost, produzido pela TV estadunidense nos anos 1940.

Quem adaptou a imagem da caveira à banda foi o vocalista, Glenn Danzig , que sugeriu o nome Fiend Skull. O primeiro disco com a nova marca viria em 1979, com o single Horror Business (o terceiro da banda).

O resto da história vocês já sabem, o logotipo do Misfits se tornou mais famoso do que a própria banda.